A Alice no agrupamento “B” - A vinda de uma “nova” integrante para o
agrupamento objetivou promover nas crianças reflexões acerca da diversidade
étnico-racial existente no agrupamento e na instituição, respondendo às
questões sobre nosso Plano de Formação.
Nas rodas de conversa destacamos a importância do respeito
coletivo que fomos estabelecendo no decorrer da rotina, principalmente do
cuidar do outro, do aprender a resolver os conflitos através da fala ou
buscando auxílio das professoras.
Nosso grupo é diverso e podemos
avaliar que estabelecemos uma relação de respeito e afetividade com todos. As
crianças têm nas professoras suas parceiras para as brincadeiras e nos
diferentes momentos da rotina. E através deste trabalho buscamos reafirmar a
importância do respeito nas relações criança-criança e criança-adulto.
Assim em nossa roda de música e de
conversa trouxemos uma caixa surpresa fazendo expectativas no grupo em suas
hipóteses.
Diante da personagem surpresa foi
possível perceber alguns olhares curiosos e inquietantes que a princípio poderiam
ser expressos como “que legal”, “me dá quero brincar”.
Assim possibilitamos a ampliação deste interesse ao de trazer a nova integrante para nossa rodinha de conversa vinda da obra literária “Alice Vê” – Sonia Rosa /Luna, sendo que ela fará parte do
brincar das crianças estabelecendo vínculos afetivos através da brincadeira,
das interações, dos diálogos entre outros.
Não pretendemos afirmar
que todas as crianças foram solícitas com a proposta, no decorrer das
atividades algumas recusaram o contato com a boneca, mesmo não o fazendo com os
colegas de descendência Afrobrasileira. No decorrer das brincadeiras envolvendo a boneca como integrante do brincar e da mediação das professoras incentivando o contato essas crianças aos poucos
foram brincando, segurando a boneca por alguns instantes.
Sobre o trabalho com as relações étnico-raciais podemos afirmar:
As crianças nascem abertas à diversidade, sem preconceitos, e os vão aprendendo nas relações sociais das quais participam desde o nascimento. Essa aprendizagem se dá tanto pelas linguagens faladas e escritas, como visuais, musicais, corporais (incluímos a brincadeira) etc. É através dessas linguagens que aprendemos a dar sentido às coisas e a nós mesmos. E esses artefatos são instrumentos didáticos das práticas cotidianas da escola. Se a escola oferece à criança um ambiente que expresse o respeito e a valorização das características e referências ligadas aos diversos sujeitos do seu contexto, cumprirá seu papel de formação para a diversidade. Um dos instrumentos desse ambiente é o acervo de literatura infantil. (...), personagens e valores presentes na literatura infantil se tornam referência para o fortalecimento da autoestima da criança, influindo, portanto, na construção de sua identidade (LIMA, 2011 p. 153).
Registramos alguns momentos que a Alice esteve nas brincadeiras e durante o café da manhã recebendo o carinho das crianças que serviram pão em sua boca:
Sobre o trabalho com as relações étnico-raciais podemos afirmar:
As crianças nascem abertas à diversidade, sem preconceitos, e os vão aprendendo nas relações sociais das quais participam desde o nascimento. Essa aprendizagem se dá tanto pelas linguagens faladas e escritas, como visuais, musicais, corporais (incluímos a brincadeira) etc. É através dessas linguagens que aprendemos a dar sentido às coisas e a nós mesmos. E esses artefatos são instrumentos didáticos das práticas cotidianas da escola. Se a escola oferece à criança um ambiente que expresse o respeito e a valorização das características e referências ligadas aos diversos sujeitos do seu contexto, cumprirá seu papel de formação para a diversidade. Um dos instrumentos desse ambiente é o acervo de literatura infantil. (...), personagens e valores presentes na literatura infantil se tornam referência para o fortalecimento da autoestima da criança, influindo, portanto, na construção de sua identidade (LIMA, 2011 p. 153).
Registramos alguns momentos que a Alice esteve nas brincadeiras e durante o café da manhã recebendo o carinho das crianças que serviram pão em sua boca:
Avaliamos que
mesmo não percebendo situações preconceituosas ou de discriminação explicitas
temos que cotidianamente nos atentarmos para as interações, ter o olhar atento
e o cuidado de perceber como e com quem as crianças brincam, as crianças que se
isolam, não por que escolheram brincar sozinhas, trazendo a turma para a
interação, respeitando o brincar sozinho que é diferente do não participar do
brincar coletivo.
Em breve teremos um novo personagem para fazer parte dos trabalhos desenvolvidos e caberá às crianças escolher seu nome.
Em breve teremos um novo personagem para fazer parte dos trabalhos desenvolvidos e caberá às crianças escolher seu nome.
REFERÊNCIA
LIMA. Maria
Batista. Identidades étnico-raciais, infância afro-brasileira e práticas
escolares. In: ROCHA, Eloisa A. C.; KRAMER, Sonia (Org.) - Educação Infantil: enforque em
diálogos. Campinas, SP: Papirus, 2011.













