sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Aviso aos navegantes desta história


Eu, professora Celma, imbuída do sentimento que me traz ao escrever esta mensagem buscarei ser a mais fiel possível para representar os sentimentos das crianças e professoras integrantes do agrupamento “EI-B”, que se constituíram no decorrer deste fantástico ano de 2016, um misto de diferentes sensações acumuladas a cada dia, a cada descoberta e a cada aprendizado.
Destacamos que não só as crianças aprenderam com as professoras e com os colegas, nós a cada dia tivemos que aprender sobre o universo das crianças, suas falas, olhares, movimentos, questionamentos, nas tentativas de identificar suas inquietações, necessidades. Nossos diálogos diários, principalmente durante o banho, quando conversávamos sobre o mundo que as cerca, cantávamos cantigas infantis ampliando a capacidade de comunicação e o gosto musical.
Podemos afirmar que não foi fácil e nunca será, também não queremos que seja assim. São os desafios que nos movem a querer aprender, a buscar formas significativas de ensinar e aprender partindo do que move as crianças: suas curiosidades, que são muitas e contínuas.
As crianças sujeitos fantásticos têm a capacidade de se entregar ao novo, ao diferente, a sentir medo e ao mesmo tempo ter coragem, de exigir que seus interesses sejam atendidos, claro quando é possível, e de compreenderem que elas fazem parte de universo infantil único e ao mesmo tempo coletivo aprendendo a enxergar a criança que cada uma é e ao mesmo tempo aprender a olhar outra criança e estabelecer relação de respeito. E isto é afirmar-se humano: sujeito de direitos, pessoa, criança, menino, menina que vive neste tempo e vivência sua infância plena.
E assim uma história foi escrita. Muitas vivências e experiências em um espaço coletivo de muitos risos, choros, interrogações, descobertas, falas, silêncios...
Nossa história não caberia neste livro, alguns diriam: nossa quantas páginas! Mas, para quem viveu a cada dia esta história daria vários volumes e certamente não teríamos conseguido contar tudo.
Vivências aconteceram todos os dias e as experiências ficarão marcadas na memória das crianças, das famílias, das professoras. Em nossas tentativas buscamos contar a história de um grupo de crianças, de um total de 18 que em 2016 passaram a fazer parte deste espaço educativo pensado para elas e com elas.
Finalizamos dizendo que nós professoras daremos tchau às nossas crianças que participarão de um novo espaço, novas professoras e muitas novidades, mas na verdade vamos dizer que teremos um até breve, pois elas continuarão na instituição e nós nos veremos sempre. Será bom e importante “desgarrar” assim como elas fizeram com suas famílias, de elas dizerem que se sentirão seguras com novas pessoas.
Para as crianças, nossos sentimentos registram a alegria de estar com vocês por um bom espaço de tempo e termos consolidado uma parceria de amizade.
E vocês famílias agradecemos por estarem sempre presentes e acompanhando nossas atividades. E os convocamos para continuarem assim, seus filhos e filhas cresceram, mas foi só um pouquinho, precisam de vocês por perto para darem segurança e condições para que elas representem o quanto é bom estar no CMEI Goiânia Viva.

Professoras: Celma, Alessandra, Paula, Neira, Angela e Elielethe 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Uma "nova" integrante no agrupamento B

A Alice no agrupamento “B” - A vinda de uma “nova” integrante para o agrupamento objetivou promover nas crianças reflexões acerca da diversidade étnico-racial existente no agrupamento e na instituição, respondendo às questões sobre nosso Plano de Formação.
Nas rodas de conversa destacamos a importância do respeito coletivo que fomos estabelecendo no decorrer da rotina, principalmente do cuidar do outro, do aprender a resolver os conflitos através da fala ou buscando auxílio das professoras.
Nosso grupo é diverso e podemos avaliar que estabelecemos uma relação de respeito e afetividade com todos. As crianças têm nas professoras suas parceiras para as brincadeiras e nos diferentes momentos da rotina. E através deste trabalho buscamos reafirmar a importância do respeito nas relações criança-criança e criança-adulto. 
Assim em nossa roda de música e de conversa trouxemos uma caixa surpresa fazendo expectativas no grupo em suas hipóteses. 



      Diante da personagem surpresa foi possível perceber alguns olhares curiosos e inquietantes que a princípio poderiam ser expressos como “que legal”, “me dá quero brincar”.



       Assim possibilitamos a ampliação deste interesse ao de trazer a nova integrante para nossa rodinha de conversa vinda da obra literária “Alice Vê” – Sonia Rosa /Luna, sendo que ela fará parte do brincar das crianças estabelecendo vínculos afetivos através da brincadeira, das interações, dos diálogos entre outros.


       Ao trazermos a personagem para a rotina foi possível perceber as crianças integradas e envolvidas nas ações do cuidar refletindo nas relações entre criança-criança.







               Não pretendemos afirmar que todas as crianças foram solícitas com a proposta, no decorrer das atividades algumas recusaram o contato com a boneca, mesmo não o fazendo com os colegas de descendência Afrobrasileira. No decorrer das brincadeiras envolvendo a boneca como integrante do brincar e da mediação das professoras incentivando o contato essas crianças aos poucos foram brincando, segurando a boneca por alguns instantes. 
             Sobre o trabalho com as relações étnico-raciais podemos afirmar:  
As crianças nascem abertas à diversidade, sem preconceitos, e os vão aprendendo nas relações sociais das quais participam desde o nascimento. Essa aprendizagem se dá tanto pelas linguagens faladas e escritas, como visuais, musicais, corporais (incluímos a brincadeira) etc. É através dessas linguagens que aprendemos a dar sentido às coisas e a nós mesmos. E esses artefatos são instrumentos didáticos das práticas cotidianas da escola. Se a escola oferece à criança um ambiente que expresse o respeito e a valorização das características e referências ligadas aos diversos sujeitos do seu contexto, cumprirá seu papel de formação para a diversidade. Um dos instrumentos desse ambiente é o acervo de literatura infantil. (...), personagens e valores presentes na literatura infantil se tornam referência para o fortalecimento da autoestima da criança, influindo, portanto, na construção de sua identidade (LIMA, 2011 p. 153).

     
 Registramos alguns momentos que a Alice esteve nas brincadeiras e durante o café da manhã recebendo o carinho das crianças que serviram pão em sua boca:

















       






       Avaliamos que mesmo não percebendo situações preconceituosas ou de discriminação explicitas temos que cotidianamente nos atentarmos para as interações, ter o olhar atento e o cuidado de perceber como e com quem as crianças brincam, as crianças que se isolam, não por que escolheram brincar sozinhas, trazendo a turma para a interação, respeitando o brincar sozinho que é diferente do não participar do brincar coletivo. 
        Em breve teremos um novo personagem para fazer parte dos trabalhos desenvolvidos e caberá às crianças escolher seu nome.

REFERÊNCIA



LIMA. Maria Batista. Identidades étnico-raciais, infância afro-brasileira e práticas escolares. In: ROCHA, Eloisa A. C.; KRAMER, Sonia (Org.) - Educação Infantil: enforque em diálogos. Campinas, SP: Papirus, 2011. 
          

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Compartilhando uma discussão interessante

O que dizer sobre a intenção pedagógica?

Hora da chegada, hora do café, lavar as mãos, fazer xixi, escovar dentes, guardar a mochila, arrumar-se para o pátio, participar das propostas de atividade, lavar as mãos novamente, beber o suco, almoçar…. ufa! Uma sucessão de incansáveis etapas do dia, marcadas pelo tempo do relógio, pelo tempo de cada criança e pelo tempo dos professores e equipes de apoio da escola. E, no final de tudo, a tal da intenção pedagógica por trás de cada atitude e de cada fala.
É possível lidar com tudo isso? É preciso ser um professor herói?

Vamos por partes!

O que é ensinar com intenção?

Educação com intenção parte de professores comprometidos com as crianças. É falar de um profissional ativo e nunca passivo a respeito daquilo que faz. Na prática, é dizer que se o professor deixa a turma “brincar livremente”, ele o faz com a intenção de trabalhar, por exemplo, as relações de grupo entre as crianças, sem a interferência do adulto. É um momento escolhido para brincar livre, que, ao se repetir, proporciona ao grupo elementos que aprofundam as tais relações. Nesse sentido, o professor munido de intenção aumenta ou diminui a quantidade e a diversidade dos materiais oferecidos; procura organizar os espaços de modo a favorecer a formação de grupos maiores ou menores de crianças; propõe regras para compartilhar brinquedos etc., etc., etc.!
Trabalhar com intencionalidade significa tomar decisões deliberadas, com objetivo e propósito. Sejam as decisões tomadas durante os momentos da rotina, sejam as propostas de experiências nas atividades. A intenção está em tudo, e o professor precisa se dar conta disso:
  • quando planeja e organiza materiais e ambientes,
  • nas experiências que propicia às crianças,
  • nas maneiras de planejar a rotina,
  • na escolha das palavras, frases e perguntas,
  • na forma como favorece o agrupamento dos pequenos (grandes grupos, pequenos grupos, em pares, separando as panelinhas, em relação individual com o professor, com ou sem a interferência do educador…),
  • quando direciona as experiências ou quando segue os interesses e propostas dos pequenos.
Assim, a prática pedagógica parte da interação com as crianças no cotidiano, nos desafios propostos e ao refletir sobre as ações pedagógicas: quando é o momento de intervir? Como formular as perguntas? Quando perseguir os interesses dos pequenos e quando propor experiências e aprendizados independentemente dos interesses do grupo?
Será que tocamos num ponto delicado?
Crianças aprendem experimentando.
Elas precisam viver de corpo e alma as situações para construir seus aprendizados. Mas isso quer dizer que a Educação Infantil se compõe exclusivamente de conteúdos apontados por elas?

Obviamente não!
O adulto, profissional e habilitado, é o detentor das possibilidades, do acesso às pesquisas e o grande planejador dos contextos de aprendizagem.
Além disso, existem conteúdos que os pequenos precisam aprender nessa fase da vida:

  • Hábitos de cuidado e higiene
  • Habilidades como segurar o lápis, manusear a tesoura, o talher etc.
  • Conhecer o meio ambiente, perceber e respeitar a diversidade
  • E muitas outras situações, habilidades e valores.
Por isso, a Educação Infantil tem sim seus grandes objetivos e aqueles pequenos construídos no percurso da relação com as crianças. Porém, um não exclui ou diminui o outro!
Além de planejar e refletir sobre o que as crianças precisam experimentar, aprender e a proposição de desafios que partem dos interesses, ainda é preciso lidar com as singularidades. No caso da tesoura, por exemplo, é necessário trabalhar o seu manuseio. Mas todas as crianças possuem as mesmas habilidades? Estão no mesmo estágio de desenvolvimento? Algumas tem mais familiaridade com instrumento do que as outras?
Assim, a intenção também reside em perceber aquilo que as crianças estão fazendo e aquilo que não estão fazendo. Quais são as demandas de aprendizagem e quais as curiosidades.
Texto retirado do site: www.tempodecreche.com.br/postura-do-pofessor-e-rotina/o-que-dizer-sobre-a-intencao-pedagogica  

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Novos encantamentos: hipóteses e interesses


O que podemos dizer de uma atividade envolvendo a oralidade e a linguagem escrita, oportunizando às crianças o acesso a obras literárias significativas, que respondem os seus interesses? Primeiramente através da música "a baleira" as crianças passaram a cantarola-la durante as brincadeiras, pensando sobre seu ritmo, sua melodia, até então a personagem era algo subjetivo signo que estas ainda não dominavam. 

Assim com a literatura apresentamos alguns animais do mar, incluindo o animal de interesse e muito cantado e para espanto de algumas perceberam que ela era grande momento que conversamos sobre essa dimensão trabalhando aprendizagem de grandeza dentro dos conhecimentos matemáticos. E diante de tanto interesse propus que víssemos na internet a imagem de uma baleia e quando viram mais espanto e contentamento, concluíram que ela mora na água, que conceituamos mar, que seu rabo é grande e que joga água para cima, movimento que juntos denominamos seu som "chuá, chuá". 

A partir deste interesse conseguimos organizar em um registro coletivo as inquietações das crianças e a conclusão de que precisam cuidar da baleia. E outros questionamentos surgiram "cadê o jacaré?" "será que ele mora no mar?" e cadê a sereia?" São estas e muitas outras questões que nos mostra que o planejamento envolvendo os interesses e necessidades das crianças vai além do que foi pensado a princípio. 



O planejamento é o norte do trabalho, não temos dúvidas e a ação é a realização dos movimentos de um grupo de crianças. 









Sobre documentação pedagógica Rinaldi nos aponta "não somente para satisfazer a própria curiosidade a respeito do que eles (as crianças) fazem na escola, mas ainda para tentar compreender o "porquê": em outras palavras, para descobrir os processos de construção do conhecimento das crianças e o significado que elas atribuem ao que estão fazendo. Isso representar criar, para todos os envolvidos, a ocasião para construir e partilhar o ato - e, acima de tudo, os valores - de educar. (Diálogos com Reggio Emila: escutar, investigar e aprender, 2016, p. 235).

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Explorando celulares e conversando sobre o uso das tecnologias

No agrupamento "EI-B" em uma atividade coletiva retomamos a exploração de um objeto de interesse das crianças e que faz parte do cotidiano delas, tanto no espaço institucional quanto no espaço familiar: o celular. 

















Na rodinha de conversamos sobre o uso e função do celular na atualidade que se ampliou no decorrer dos tempos, primeiramente seu uso como tecnologia de comunicação à distância e hoje substituindo outras tecnologias como máquinas fotográficas, filmadoras e computadores. 

Destacamos que no agrupamento utilizamos o celular para registrar a participação das crianças nas diferentes atividades propostas, nos momentos das brincadeiras entre outros e que esses registros são utilizados para a elaboração de outros registros como o relatório mensal que socializamos no agrupamento principalmente para as crianças e famílias. 



Avaliamos positivamente a proposta de socialização dos registros por oportunizar que as crianças se apropriem da linguagem escrita e visual utilizada, das leituras das vivências significativas e capacidade de verbalizar diferentes situações reconhecendo: espaço, colegas, professoras e a si mesmas, como em algumas falas: "olha o parquinho", "é a rodinha".

E deste encontro apresentamos os celulares que conseguimos organizar para momentos direcionados, as crianças olharam atentas e os identificaram de imediato. Explicamos que ainda precisaremos de mais celulares para contemplar todas as crianças e que convidaremos as famílias ajudarem nesta proposta. 

Em seguida oportunizamos a exploração dos celulares e as crianças de forma autônoma iniciaram seus diálogos individuais e em pequenos grupos. Durante nossa proposta conversamos que nossas atividades fotografadas também são socializadas nas redes sociais: Facebook e que nossas postagens têm sido muito visualizadas por diferentes pessoas, principalmente as famílias. 


















Os diálogos foram únicos e fantásticos, logo as crianças começaram a tirar fotos 'fictícias"  representando o papel social que faz parte do cotidiano das mesmas.





E para fechar nosso encontro também acessamos o Facebook apresentando uma atividade realizada postada nesta rede social para alegria das crianças que se viram na televisão e reconhecendo a vivência oportunizada. 



Para fecharmos apresento uma referência da nossa Proposta: Infâncias e Crianças em Cena: por uma política de Educação Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia 

Dentre os desafios a serem trabalhados na Educação Infantil, também encontra-se o tema das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A ação pedagógica precisa incorporar vivências e experiências que sejam permeadas pelo uso e apropriação das tecnologias digitais, o que significa trabalhar no cotidiano da instituição com gravadores, máquinas fotográficas, câmeras, projetores, computadores e diferentes mídias (GOIÂNIA, 2014, p. 199) 


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Fundamentando a Criação do Blog

1 – JUSTIFICATIVA

A criação de um blog específico para a apresentação dos trabalhos desenvolvidos no agrupamento “EI-B” (crianças com idade de 1 ano a 1 ano e 11 meses)  se deu pela necessidade de compartilhar as práticas desenvolvidas junto às crianças, envolver a Comunidade Educacional  neste processo de socialização, bem como utilizar as TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) como recursos para atingir esta finalidade.

A Proposta Infâncias de Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia destaca a importância de
(...) Incorporar vivências e experiências que sejam permeadas pelo uso e apropriação das tecnologias digitais, o que significa trabalhar no cotidiano da instituição com gravadores, máquinas fotográficas, câmeras, projetores, computadores e diferentes mídias (GOIÂNIA, 2014, p. 199).

Para dar maior visibilidade aos trabalhos desenvolvidos integramos duas redes sociais disponíveis e gratuitas: Blog e Facebook, pela possibilidade de organizar e facilitar o acesso aos registros produzidos. A instituição e famílias autorizaram o compartilhamento das ações desenvolvidas.

No cotidiano do agrupamento utilizamos máquinas fotográficas digitais e celulares para realizarmos os registros fotográficos das crianças destacando as práticas pedagógicas significativas envolvendo as diferentes linguagens e conhecimentos.

Para as crianças os registros fotográficos se tornaram uma ação “natural” e quando nos reunimos para registrar uma proposta até algumas crianças fazem pose neste momento. As imagens contribuem para fazer memória do trabalho desenvolvido e relatarmos a participação e envolvimento das crianças nas propostas.

Na relação entre fotografados e a fotografia, podemos concordar com Guimarães (2011, p. 114-115) quando diz do interesse em
Investigar quais sentidos emerge sobre as relações, sobre o lugar da criança naquele contexto, sobre a constituição de sua subjetividade. Nesta perspectiva, o ato fotográfico funciona como experiência de interação, socialização e aprendizagem compartilhada, especialmente a partir das interpretações das fotos, que permite uma possibilidade outra de apreensão e apresentação de cada um que foi fotografado.

Assim os registros são utilizados para subsidiar a elaboração de registros impressos: relatos de experiências e composição do relatório mensal da turma, como parte do currículo do agrupamento. Ao mesmo tempo escolhemos algumas situações significativas para o compartilhamento nas redes sociais disponíveis (Blog e Facebook).

De acordo com as DCNEI (2009) é papel da Educação Infantil e eixo do currículo garantir que os espaços educativos
Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;
Possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas e outros recursos tecnológicos e midiáticos. 

O compartilhamento objetivou abranger o maior número de acompanhamento de pessoas interessadas pelas vivências compartilhadas, principalmente famílias e demais profissionais que tiveram a oportunidade de conhecer as práticas realizadas no agrupamento. Para a socialização nas redes sociais que acontece fora do horário de trabalho é utilizado computador pessoal (notebook).

Destaca-se que o uso da rede social (Facebook) na instituição é uma prática constante, e anterior a esta proposta de criação de um blog, e utilizada para a socialização, compartilhamento de assuntos pertinentes e incentivada pela Equipe Diretiva tornando assim uma rede de ações e resultados positivos.

Acreditamos que as redes sociais podem contribuir com a socialização de práticas significativas da instituição e um desafio o uso efetivo do blog como uma ferramenta que organiza o fazer pedagógico de uma forma única, que pode contribuir com temas relevantes e de interesse profissional, para estudos específicos da educação infantil, bem como o compartilhamento da documentação pedagógica produzida ainda são questões a serem ampliadas e discutidas coletivamente com a contribuição de outros pares.

Por enquanto a solução para esta questão é continuarmos integrando as duas redes sociais incentivando os ‘seguidores’ do Facebook que também cessem o blog para conhecerem os assuntos apresentados.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

As tecnologias nas Brincadeiras e Cotidiano da Instituição

O uso do celular enquanto recurso tecnológico no agrupamento "EI-B" se faz presente no cotidiano das crianças e professoras objetivando registar as atividades desenvolvidas, fazer memória coletiva e para a elaboração da documentação pedagógica da turma. 

Para as crianças torna-se uma ação 'natural', pois percebem o uso destes recursos também no espaço familiar, assim quando nos reunimos para registrarmos uma proposta algumas até fazem poses espontâneas neste momento. 



Os registros elaborados são socializados para as crianças através das fotografias, dos relatórios mensais da turma, que são organizados para esta finalidade, nos relatos das vivências oportunizadas coletivamente. Avaliamos como significativos para as crianças por oportunizar que elas se vejam participantes dos processos pedagógicos. 






E os grandes expectadores deste processo são famílias, profissionais e outros "seguidores" das redes sociais que têm a oportunidade de acompanhar de perto algumas das vivências oportunizadas no cotidiano da instituição. A exemplo disso é o número de 'curtidas' recebidas das postagens do agrupamento "EI-B" realizadas no Facebook da instituição: Cmei G. Viva ou no blog da turma que também é compartilhado no face:

Janayna Geane Que historinha legal; Leolinda Silva lindo trabalho,parabens para todas.; Priscilla Bezerra Quantas linguagens! Quantas vivências e experiências! Quantas aprendizagens! E quanta dedicação, professora Celma de Sousa! Você colabora grandemente com a qualidade da Educação Infantil em nossa rede. Parabéns!; Sueli Vilela Parabéns, realmente da para perceber o quanto o trabalho foi significativo junto às crianças.; Siane Oliveira Todos lindos tem orgulho do trabalho de vcs adorokkkkkk e MUITOS OUTROS ELOGIOS DO TRABALHO DESENVOLVIDO.

E as crianças se percebem parte deste processo e nos registros passaram a solicitar para se verem na tela do celular, então surgiu a proposta de "Self" durante uma das brincadeiras, a partir do interesse de uma criança outras também solicitaram seu registro com a professora Celma.




E as crianças não param por aí... A partir da oportunização de alguns celulares desativados as crianças exploraram o recurso e através do faz-de-conta representaram o papel das professoras em registra-los, nos indicando a possibilidade de uma nova proposta com este recurso, ao que buscaremos a parceria das famílias para reunirmos mais celulares.




Continuaremos a oportunizar diferentes momentos envolvendo o uso dos celulares disponíveis e possibilitar que as crianças também façam seus registro enquanto possibilidade de um projeto de trabalho a se desenvolver. 

Relatório Mensal do Mês de Agosto

Neste de mês de Agosto demos continuidade às propostas relacionadas à Avaliação Institucional na garantia dos direitos das crianças envolvendo as interações, o brincar e as relações afetivas, bem como contribuir com os processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças objetivando os processos de escuta, autonomia e participação, além de oportunizarmos diferentes situações significativas ampliando o acesso os bens culturais produzidos pela humanidade.
Após o período de férias recebemos as crianças com grande entusiasmo e na garantia do Direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante, envolvendo as crianças na exploração de brinquedos diferenciados, bem como mediando as interações, resoluções de conflitos por brinquedos de mesmo interesse envolvendo a aprendizagem de aguardar a vez, de respeitar a escolha do colega.
As crianças chegaram saudosas de tudo: espaço, colegas e professoras, nos primeiros dias algumas sentiram um pouco de dificuldade em se despedir das famílias, tudo dentro do esperado e planejado, pois pensamos os momentos de acolhida para atendermos as necessidades e interesses de cada criança garantindo assim o Direito à atenção individual, principalmente nos itens que se referem:
- O diálogo aberto e contínuo com os pais nos ajuda a responder às necessidades individuais das crianças;
- A criança é ouvida;
- Sempre procuramos saber o motivo de tristeza ou do choro das crianças;
- Saudamos e nos despedimos individualmente das crianças na chegada e saída da creche;
- Ficamos atentos às crianças que têm dificuldades para se integrar às brincadeiras do grupo;
- Procuramos respeitar o ritmo fisiológico da criança: no sono, nas evacuações, nas sensações de frio e calor.

            Avaliamos que as propostas envolvendo a exploração de brinquedos diferenciados e livros organizados nos tapetes disponíveis despertam maior interesse nas crianças que se organizam em pequenos grupos para participarem das propostas.
            A avaliação partiu da nossa observação atenta e as formas que as crianças se utilizam para demonstrar a satisfação de estar em um espaço lúdico e prazeroso. Assim nossa rotina tem sido ampliada para garantirmos às crianças situações diversificadas de brincadeiras, principalmente no momento da acolhida.
            A Linguagem Musical é uma proposta cotidiana que objetiva oportunizar às crianças o acesso à obras musicais significativas, ampliando e diversificando o fazer musical envolvendo o cantar e o ouvir, o que denominamos de apreciação musical.
No decorrer de algumas atividades utilizamos como recurso tecnológico o aparelho de som e a televisão para ouvimos ou visualizarmos obras musicais de artistas que se destacam por representar os interesses das crianças como: Palavra Cantada, Toquinho, Chico Buarque, Brinquedos Cantados, a partir desta proposta observamos que as crianças estão mais atentas demonstrando pelo olhar, pelos movimentos corporais as músicas que gostam, as que reconhecem pequenos trechos como: sopa do neném, bolinha de sabão, pula pipoquinha, entre outras.
Neste mês de agosto também trabalhamos com as músicas tradicionais que fazem parte do repertório das crianças como forma de garantir suas experiências, pois as crianças dominam algumas cantigas que são trabalhadas nas rodinhas de música ou trazem do espaço familiar.
A cada música escolhida para um trabalho com a turma buscamos ampliar as possibilidades para além do cantar, claro que cantar é importante, pois envolve as aprendizagens em relação à oralidade e capacidade de expressão, como um dos recursos utilizados por nós.
Com a cantiga “1, 2, 3 indiozinhos” envolvemos o cantar e os conhecimentos matemáticos relacionados neste primeiro momento com a sequenciação numérica, contudo buscamos trabalhar os conhecimentos através de objetos concretos convidando as crianças para contarmos números de peças de montar e brinquedos, a quantidade de crianças presentes e músicas que contribuem nas aprendizagens deste conhecimento, por exemplo, velocidade e ritmo.
            Depois de cantarmos o faz-de-conta esteve presente nas nossas brincadeiras, as crianças se juntaram para brincar de “canoa” como na música, os tecidos usados ajudaram a delimitarmos o espaço e algumas crianças se candidataram para serem o jacaré
 causando euforia no grupo.

            E juntamente com o trabalho com a música envolvemos a Linguagem Escrita garantindo um ambiente letrado enfatizando junto às crianças a função da escrita através da elaboração dos cartazes com as letras das músicas como forma de socialização dos trabalhos desenvolvidos no agrupamento.
Uma questão importante é a escrita fazer parte do universo das crianças é nesse contato que a crianças interage com a escrita, faz suas hipóteses, compartilha seus saberes com colegas e professoras e fazem suas leituras de imagem.
De acordo com Arce (2014, p. 38)
Crianças, ainda que muito pequenas, demonstram, frequentemente, interesse pela escrita. Tal curiosidade traduz-se, muitas vezes, em gestos como manuseio de livros e revistas, apontar com o dedinho para as páginas, além da emissão de vocalizações enquanto folheiam escritos e da atenção à leitura em voz alta realizada pelos adultos.