terça-feira, 20 de setembro de 2016

Relatório Mensal do Mês de Agosto

Neste de mês de Agosto demos continuidade às propostas relacionadas à Avaliação Institucional na garantia dos direitos das crianças envolvendo as interações, o brincar e as relações afetivas, bem como contribuir com os processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças objetivando os processos de escuta, autonomia e participação, além de oportunizarmos diferentes situações significativas ampliando o acesso os bens culturais produzidos pela humanidade.
Após o período de férias recebemos as crianças com grande entusiasmo e na garantia do Direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante, envolvendo as crianças na exploração de brinquedos diferenciados, bem como mediando as interações, resoluções de conflitos por brinquedos de mesmo interesse envolvendo a aprendizagem de aguardar a vez, de respeitar a escolha do colega.
As crianças chegaram saudosas de tudo: espaço, colegas e professoras, nos primeiros dias algumas sentiram um pouco de dificuldade em se despedir das famílias, tudo dentro do esperado e planejado, pois pensamos os momentos de acolhida para atendermos as necessidades e interesses de cada criança garantindo assim o Direito à atenção individual, principalmente nos itens que se referem:
- O diálogo aberto e contínuo com os pais nos ajuda a responder às necessidades individuais das crianças;
- A criança é ouvida;
- Sempre procuramos saber o motivo de tristeza ou do choro das crianças;
- Saudamos e nos despedimos individualmente das crianças na chegada e saída da creche;
- Ficamos atentos às crianças que têm dificuldades para se integrar às brincadeiras do grupo;
- Procuramos respeitar o ritmo fisiológico da criança: no sono, nas evacuações, nas sensações de frio e calor.

            Avaliamos que as propostas envolvendo a exploração de brinquedos diferenciados e livros organizados nos tapetes disponíveis despertam maior interesse nas crianças que se organizam em pequenos grupos para participarem das propostas.
            A avaliação partiu da nossa observação atenta e as formas que as crianças se utilizam para demonstrar a satisfação de estar em um espaço lúdico e prazeroso. Assim nossa rotina tem sido ampliada para garantirmos às crianças situações diversificadas de brincadeiras, principalmente no momento da acolhida.
            A Linguagem Musical é uma proposta cotidiana que objetiva oportunizar às crianças o acesso à obras musicais significativas, ampliando e diversificando o fazer musical envolvendo o cantar e o ouvir, o que denominamos de apreciação musical.
No decorrer de algumas atividades utilizamos como recurso tecnológico o aparelho de som e a televisão para ouvimos ou visualizarmos obras musicais de artistas que se destacam por representar os interesses das crianças como: Palavra Cantada, Toquinho, Chico Buarque, Brinquedos Cantados, a partir desta proposta observamos que as crianças estão mais atentas demonstrando pelo olhar, pelos movimentos corporais as músicas que gostam, as que reconhecem pequenos trechos como: sopa do neném, bolinha de sabão, pula pipoquinha, entre outras.
Neste mês de agosto também trabalhamos com as músicas tradicionais que fazem parte do repertório das crianças como forma de garantir suas experiências, pois as crianças dominam algumas cantigas que são trabalhadas nas rodinhas de música ou trazem do espaço familiar.
A cada música escolhida para um trabalho com a turma buscamos ampliar as possibilidades para além do cantar, claro que cantar é importante, pois envolve as aprendizagens em relação à oralidade e capacidade de expressão, como um dos recursos utilizados por nós.
Com a cantiga “1, 2, 3 indiozinhos” envolvemos o cantar e os conhecimentos matemáticos relacionados neste primeiro momento com a sequenciação numérica, contudo buscamos trabalhar os conhecimentos através de objetos concretos convidando as crianças para contarmos números de peças de montar e brinquedos, a quantidade de crianças presentes e músicas que contribuem nas aprendizagens deste conhecimento, por exemplo, velocidade e ritmo.
            Depois de cantarmos o faz-de-conta esteve presente nas nossas brincadeiras, as crianças se juntaram para brincar de “canoa” como na música, os tecidos usados ajudaram a delimitarmos o espaço e algumas crianças se candidataram para serem o jacaré
 causando euforia no grupo.

            E juntamente com o trabalho com a música envolvemos a Linguagem Escrita garantindo um ambiente letrado enfatizando junto às crianças a função da escrita através da elaboração dos cartazes com as letras das músicas como forma de socialização dos trabalhos desenvolvidos no agrupamento.
Uma questão importante é a escrita fazer parte do universo das crianças é nesse contato que a crianças interage com a escrita, faz suas hipóteses, compartilha seus saberes com colegas e professoras e fazem suas leituras de imagem.
De acordo com Arce (2014, p. 38)
Crianças, ainda que muito pequenas, demonstram, frequentemente, interesse pela escrita. Tal curiosidade traduz-se, muitas vezes, em gestos como manuseio de livros e revistas, apontar com o dedinho para as páginas, além da emissão de vocalizações enquanto folheiam escritos e da atenção à leitura em voz alta realizada pelos adultos.


            Com a música “A canoa virou” objetivamos o trabalho com os nomes das crianças, nas rodas de música convidamos as crianças para cantá-la e incluir seus nomes envolvendo também a aprendizagem da formação dos pares, do sequenciamento: antes e depois, ao lado etc. Organizamos a letra da música e as crianças ajudaram no registro coletivo fixando suas fichas nominais, no decorrer das atividades observamos as crianças se agrupando perto do cartaz para observarem seus nomes, bem como fazerem suas tentativas de leitura e buscavam nossa ajuda questionando “cadê o meu?”.
            Nas rodas de música ouvimos os interesses das crianças a partir das músicas de interesse da turminha e também apresentamos novas músicas ampliando o repertório das crianças e uma delas que gerou interesse foi “um jacaré na lagoa” e a alegria geral por conta das cocegas feitas nas crianças
           
Um jacaré na lagoa viu o peixinho abriu a boca, nhac,
Não pegou o peixinho
Um jacaré na lagoa viu o peixinho abriu a boca, nhac,
Pegou o peixinho, mastigou o peixinho, engoliu o peixinho, coitadinho do peixinho,
Quem vai salvar o peixinho? Eu!!!
Tu tubarão pega o jacaré e põe no barrigão. Mnmnmnmn

Com a proposta da Festa Cultural que acontecerá em novembro iniciamos a observação de possibilidades musicais para a apresentação das crianças dos agrupamentos “A e B”, apresentamos diferentes cantigas e a partir do interesse das crianças pelos instrumentos musicais sugerimos a música “A bandinha”, da Turminha da Tia Adriana, depois de ouvida as crianças se interessaram e ensaiaram alguns movimentos corporais.
                       Assim iniciamos o trabalho no agrupamento envolvendo as crianças com a apresentação coletiva. Apresentamos a letra da música e no decorrer das atividades ouvimos, cantamos e exploramos os instrumentos: pandeiro e chocalho.
E nossas atividades do agrupamento também são socializadas para outras turmas, as crianças se interessaram pelo brinquedo pião e da sala passamos as nos reunir no espaço externo para a brincadeira, contando com a presença das crianças do agrupamento “C” que eufóricas ajudaram a forma a roda, bater palmas e cantar a cantiga “o pião entrou na roda...”.
No decorrer do mês trabalhamos a parlenda “Cadê?”, do escritor e ilustrador Guto Lins, algumas crianças arriscaram nas tentativas de verbalizarem trechos do poema e outras gostaram da pergunta “cadê?” e a todo o momento questionam onde estavam os colegas, as professoras, os brinquedos, etc.
            Outras situações envolvendo a escrita destacamos a socialização do relatório mensal do mês de Junho oportunizando as crianças relembrarem as vivências significativas e outros registros coletivos propostos no decorrer do mês.
            A literatura foi proposta em diferentes momentos objetivando ampliar e diversificar o repertório literário das crianças, sendo algumas delas: os animais; bruxa venha à minha festa; quando eu crescer.           
           Na literatura “Cadê Clarisse?, de Sonia Rosa/Luna as crianças se atentaram para as aventuras da personagem e propomos a brincadeira de esconder/achar para alegria do grupo.
           Assim com tecidos grandes as crianças se esconderam das professoras e causaram alvoroço no agrupamento quando eram encontradas tornado a vivência significativa.
            E o brincar continuou nos momentos das brincadeiras a partir da sugestão das crianças que verbalizaram o interesse em brincar de esconder.
E nosso tecido se transformou em outras possibilidades: momento de relaxar, cabana e muito mais.
           
Como explicar o gosto das crianças pelos cantinhos? Sim, só que não são só os cantinhos de leitura, de brincadeiras e outros que promovemos na instituição. Falamos dos cantinhos angulares dos espaços internos, vira e mexe a turminha está agrupada num cantinho, se espremendo e disputando espaço. Ali negociam pela força, choro, grito, apertar para definirem quem será o/a líder naquele momento, definem papeis, brincam de se esconder das professoras e mil e outras utilidades. Ah, certamente daria uma dissertação de mestrado tantas descobertas diárias, que se repetem a cada dia, mas modificadas pelos processos contínuos.
No agrupamento "B" não é diferente, as crianças estão nesta etapa de descoberta, do estabelecimento das amizades infantis e diante do interesse da turminha, organizamos por um momento, um cantinho para brincar. As crianças se "acotovelaram" para se juntar e brincar, não perdendo as poses para as fotos. E como tudo são processos de aprendizagens, das conquistas através de situações significativas, logo nossa tenda se transformou em outras possibilidades para o brincar: esconder, deitar, dançar e muito mais. 

Outro momento significativo também socializado no facebook do CMEI:

Todo dia é dia de "deitar e rolar" com as crianças do agrupamento B no cotidiano do CMEI. Para nós, professora e auxiliares, vivenciar o brincar junto é elemento determinante para as aprendizagens significativas. Mas tem dia que entrar na brincadeira de forma profunda é o diferencial, as crianças adoraram o momento de "descabelar" a professora Celma de Sousa, riam da sua alegria e encantamento.

        O Direito ao Contato com a Natureza e o Direito ao Movimento em Espaços Amplos foi garantido no cotidiano das crianças, o uso do espaço externo em suas diferentes possibilidades faz parte da rotina do agrupamento e da instituição como preconiza o documento: Indicadores de Qualidade da Ação Pedagógica na Educação Infantil no Município de Goiânia, principalmente nos seguintes itens:

- Nossa creche procura ter plantas e canteiros em espaços disponíveis;
- Nossas crianças têm direito ao sol;
- Nossas crianças têm oportunidade de brincar com areia, argila, pedrinhas, gravetos e outros elementos da natureza;
- Nossas crianças aprendem a observar, amar e preservar a natureza;
- Nossas crianças têm direito de correr, pular e saltar em espaços amplos na creche ou nas suas proximidades;
- Nossos meninos e meninas têm oportunidade de jogar bola, inclusive futebol;
- Nossos meninos e meninas desenvolvem sua força, agilidade e equilíbrio físico em atividades realizadas em espaços amplos;
- Nossos meninos e meninas, desde bem pequenos, podem brincar e explorar espaços externos ao ar livre;
- Os bebês têm oportunidade de explorar novos ambientes e interagir com outras crianças e adultos.

Ainda sobre os conhecimentos matemáticos nossas propostas envolvendo os jogos e outros materiais oportunizaram às crianças serem desafiadas a avançarem em suas dificuldades, principalmente nos encaixes, muitas passaram a conseguir organizar os blocos, encaixar e empilhar, enquanto outros buscam o auxílio das professoras ou dos colegas mais experientes. Em relação às professoras a Proposta da Rede Municipal de Educação destaca que somos “um dos sujeitos com os quais a criança se relaciona, um outro mais experiente que ocupa um lugar social de destaque nas relações cotidianas no contexto educacional” (GOIÂNIA, 2014, p. 32).
            Também foram adquiridos outros materiais objetivando ampliar, diversificar e complexificar as aprendizagens das crianças através das formas geométricas, de imediato observamos o interesse de algumas crianças pelo novo material, por suas cores vivas e as possibilidades no brincar. De acordo com a Proposta Infâncias e Crianças em Cena: por uma política de educação infantil para Rede Municipal de Educação de Goiânia, “em relação ao espaço e à forma, é importante partir do princípio de que a criança vive o e no espaço e que sua representação inicia-se por meio da exploração e não do ensino de conteúdos geométricos propriamente ditos” (GOIÂNIA, 2014, p. 105).
E a forma geométrica que mais chamou a atenção foi o triângulo, sendo que em outros objetos das brincadeiras que contêm a mesma forma algumas crianças passaram a identifica-lo e verbalizar seu nome, com certa dificuldade na pronuncia, totalmente dentro do entendimento dentro dos processos que as crianças se encontram.
            No Direito à higiene e à saúde nas aprendizagens de cuidar de si próprias e assumirem responsabilidades em relação à sua higiene e saúde. Assim retomamos as orientações em relação higiene bucal uma atividade cotidiana que envolve todas as crianças após as refeições principais: almoço e jantar. Na rodinha de conversa destacamos a importância desta ação tanto no CMEI quanto no espaço familiar, principalmente antes de dormirem e ao acordarem. Explicamos que as escovas anteriores foram descartadas por terem sido usadas por um período e por isso a troca e que naquele momento todas eram da mesma cor, trabalhando a escrita do nome como forma de identificar a escova de cada criança. 
            E para finalizarmos os trabalhos do mês de agosto, ressaltando que nem todas as propostas desenvolvidas foram elencadas neste registro, destacamos as propostas desenvolvidas com o projeto de trabalho com a temática dos barulhos ao nosso redor. Primeiramente nos reunimos para relembrarmos alguns sons ouvidos nas literaturas em atividades anteriores e para apresentar outros que também chamaram a atenção das crianças.
            Para ilustrar os sons que nos cercam apresentamos a literatura “os sons do mundinho”, da escritora e ilustradora Ingrid B. Biesemeyer. A partir de algumas ilustrações as crianças identificaram elementos presentes na história e brincamos de imitar seus sons como: pássaros, animais da fazenda, veículos, pessoas entre outros e enquanto possibilidade do corpo produzir sons.
            E com uso de um celular apresentamos a alguns registros dos “barulhos” que fazem parte do nosso cotidiano, sendo alguns identificados pelas crianças, principalmente pelas vivências oportunizadas e outros que geraram interesse em identifica-los, dando continuidade ao projeto no decorrer do semestre.
            Assim encerramos o mês de agosto avaliando que as propostas desenvolvidas garantiram às crianças o contato com situações significativas contribuindo nos seus processos de aprendizagem e desenvolvimento, destacamos principalmente a ações referentes à avaliação institucional na garantia dos direitos das crianças.

Referências
ARCE, Alessandra (org.) – O trabalho pedagógico com crianças até três anos. Campinas, SP. Editora Alínea, 2014.
GOIÂNIA, Secretaria Municipal de Educação. Crianças e Infâncias em Cena: por uma Política de Educação Infantil para o Município de Goiânia. SME/GOIÂNIA, 2014.


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