Neste
de mês de Agosto demos continuidade às propostas relacionadas à Avaliação
Institucional na garantia dos direitos das crianças envolvendo as interações, o
brincar e as relações afetivas, bem como contribuir com os processos de
aprendizagem e desenvolvimento das crianças objetivando os processos de escuta,
autonomia e participação, além de oportunizarmos diferentes situações
significativas ampliando o acesso os bens culturais produzidos pela humanidade.
Após
o período de férias recebemos as crianças com grande entusiasmo e na garantia
do Direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante, envolvendo
as crianças na exploração de brinquedos diferenciados, bem como mediando as
interações, resoluções de conflitos por brinquedos de mesmo interesse
envolvendo a aprendizagem de aguardar a vez, de respeitar a escolha do colega.
As
crianças chegaram saudosas de tudo: espaço, colegas e professoras, nos
primeiros dias algumas sentiram um pouco de dificuldade em se despedir das
famílias, tudo dentro do esperado e planejado, pois pensamos os momentos de
acolhida para atendermos as necessidades e interesses de cada criança
garantindo assim o Direito à atenção individual, principalmente nos
itens que se referem:
- O diálogo
aberto e contínuo com os pais nos ajuda a responder às necessidades individuais
das crianças;
- A criança
é ouvida;
- Sempre
procuramos saber o motivo de tristeza ou do choro das crianças;
- Saudamos e
nos despedimos individualmente das crianças na chegada e saída da creche;
- Ficamos
atentos às crianças que têm dificuldades para se integrar às brincadeiras do
grupo;
- Procuramos
respeitar o ritmo fisiológico da criança: no sono, nas evacuações, nas
sensações de frio e calor.
Avaliamos
que as propostas envolvendo a exploração de brinquedos diferenciados e livros
organizados nos tapetes disponíveis despertam maior interesse nas crianças que
se organizam em pequenos grupos para participarem das propostas.
A avaliação partiu da nossa observação atenta
e as formas que as crianças se utilizam para demonstrar a satisfação de estar
em um espaço lúdico e prazeroso. Assim nossa rotina tem sido ampliada para
garantirmos às crianças situações diversificadas de brincadeiras,
principalmente no momento da acolhida.
A
Linguagem Musical é uma proposta
cotidiana que objetiva oportunizar às crianças o acesso à obras musicais
significativas, ampliando e diversificando o fazer musical envolvendo o cantar
e o ouvir, o que denominamos de apreciação musical.
No decorrer de algumas
atividades utilizamos como recurso tecnológico o aparelho de som e a televisão
para ouvimos ou visualizarmos obras musicais de artistas que se destacam por
representar os interesses das crianças como: Palavra Cantada, Toquinho, Chico
Buarque, Brinquedos Cantados, a partir desta proposta observamos que as
crianças estão mais atentas demonstrando pelo olhar, pelos movimentos corporais
as músicas que gostam, as que reconhecem pequenos trechos como: sopa do neném,
bolinha de sabão, pula pipoquinha, entre outras.
Neste mês de agosto também
trabalhamos com as músicas tradicionais que fazem parte do repertório das
crianças como forma de garantir suas experiências, pois as crianças dominam
algumas cantigas que são trabalhadas nas rodinhas de música ou trazem do espaço
familiar.
A cada música escolhida
para um trabalho com a turma buscamos ampliar as possibilidades para além do
cantar, claro que cantar é importante, pois envolve as aprendizagens em relação
à oralidade e capacidade de expressão, como um dos recursos utilizados por nós.
Com a cantiga “1, 2, 3
indiozinhos” envolvemos o cantar e os conhecimentos matemáticos relacionados
neste primeiro momento com a sequenciação numérica, contudo buscamos trabalhar
os conhecimentos através de objetos concretos convidando as crianças para
contarmos números de peças de montar e brinquedos, a quantidade de crianças
presentes e músicas que contribuem nas aprendizagens deste conhecimento, por
exemplo, velocidade e ritmo.
Depois
de cantarmos o faz-de-conta esteve presente nas nossas brincadeiras, as
crianças se juntaram para brincar de “canoa” como na música, os tecidos usados
ajudaram a delimitarmos o espaço e algumas crianças se candidataram para serem
o jacaré
causando euforia no grupo.
causando euforia no grupo.
E
juntamente com o trabalho com a música envolvemos a Linguagem Escrita garantindo um ambiente letrado enfatizando junto
às crianças a função da escrita através da elaboração dos cartazes com as
letras das músicas como forma de socialização dos trabalhos desenvolvidos no
agrupamento.
Uma questão importante é a
escrita fazer parte do universo das crianças é nesse contato que a crianças
interage com a escrita, faz suas hipóteses, compartilha seus saberes com
colegas e professoras e fazem suas leituras de imagem.
De acordo com Arce (2014,
p. 38)
Crianças, ainda que
muito pequenas, demonstram, frequentemente, interesse pela escrita. Tal
curiosidade traduz-se, muitas vezes, em gestos como manuseio de livros e
revistas, apontar com o dedinho para as páginas, além da emissão de vocalizações
enquanto folheiam escritos e da atenção à leitura em voz alta realizada pelos
adultos.
Com
a música “A canoa virou” objetivamos o trabalho com os nomes das crianças, nas
rodas de música convidamos as crianças para cantá-la e incluir seus nomes
envolvendo também a aprendizagem da formação dos pares, do sequenciamento:
antes e depois, ao lado etc. Organizamos a letra da música e as crianças
ajudaram no registro coletivo fixando suas fichas nominais, no decorrer das
atividades observamos as crianças se agrupando perto do cartaz para observarem
seus nomes, bem como fazerem suas tentativas de leitura e buscavam nossa ajuda
questionando “cadê o meu?”.
Nas
rodas de música ouvimos os interesses das crianças a partir das músicas de
interesse da turminha e também apresentamos novas músicas ampliando o
repertório das crianças e uma delas que gerou interesse foi “um jacaré na
lagoa” e a alegria geral por conta das cocegas feitas nas crianças
Um jacaré na lagoa viu o peixinho abriu a boca, nhac,
Não pegou o peixinho
Um jacaré na lagoa viu o peixinho abriu a boca, nhac,
Pegou o peixinho, mastigou o peixinho, engoliu o peixinho,
coitadinho do peixinho,
Quem vai salvar o peixinho? Eu!!!
Tu tubarão pega o jacaré e põe no barrigão. Mnmnmnmn
Com a
proposta da Festa Cultural que acontecerá em novembro iniciamos a observação de
possibilidades musicais para a apresentação das crianças dos agrupamentos “A e
B”, apresentamos diferentes cantigas e a partir do interesse das crianças pelos
instrumentos musicais sugerimos a música “A bandinha”, da Turminha da Tia
Adriana, depois de ouvida as crianças se interessaram e ensaiaram alguns
movimentos corporais.
Assim iniciamos o trabalho no
agrupamento envolvendo as crianças com a apresentação coletiva. Apresentamos a
letra da música e no decorrer das atividades ouvimos, cantamos e exploramos os
instrumentos: pandeiro e chocalho.
E nossas atividades do
agrupamento também são socializadas para outras turmas, as crianças se
interessaram pelo brinquedo pião e da sala passamos as nos reunir no espaço
externo para a brincadeira, contando com a presença das crianças do agrupamento
“C” que eufóricas ajudaram a forma a roda, bater palmas e cantar a cantiga “o
pião entrou na roda...”.
No decorrer do mês
trabalhamos a parlenda “Cadê?”, do escritor e ilustrador Guto Lins, algumas
crianças arriscaram nas tentativas de verbalizarem trechos do poema e outras
gostaram da pergunta “cadê?” e a todo o momento questionam onde estavam os
colegas, as professoras, os brinquedos, etc.
Outras
situações envolvendo a escrita destacamos a socialização do relatório mensal do
mês de Junho oportunizando as crianças relembrarem as vivências significativas
e outros registros coletivos propostos no decorrer do mês.
A
literatura foi proposta em diferentes momentos objetivando ampliar e
diversificar o repertório literário das crianças, sendo algumas delas: os
animais; bruxa venha à minha festa; quando eu crescer.
Na literatura “Cadê
Clarisse?, de Sonia Rosa/Luna as crianças se atentaram para as aventuras da
personagem e propomos a brincadeira de esconder/achar para alegria do grupo.
Assim
com tecidos grandes as crianças se esconderam das professoras e causaram
alvoroço no agrupamento quando eram encontradas tornado a vivência
significativa.
E
o brincar continuou nos momentos das brincadeiras a partir da sugestão das
crianças que verbalizaram o interesse em brincar de esconder.
E nosso tecido se
transformou em outras possibilidades: momento de relaxar, cabana e muito mais.
Como explicar o gosto das crianças pelos cantinhos? Sim, só que não são só os cantinhos de leitura, de brincadeiras e outros que promovemos na instituição. Falamos dos cantinhos angulares dos espaços internos, vira e mexe a turminha está agrupada num cantinho, se espremendo e disputando espaço. Ali negociam pela força, choro, grito, apertar para definirem quem será o/a líder naquele momento, definem papeis, brincam de se esconder das professoras e mil e outras utilidades. Ah, certamente daria uma dissertação de mestrado tantas descobertas diárias, que se repetem a cada dia, mas modificadas pelos processos contínuos.
No agrupamento "B" não é diferente, as crianças estão nesta etapa de descoberta, do estabelecimento das amizades infantis e diante do interesse da turminha, organizamos por um momento, um cantinho para brincar. As crianças se "acotovelaram" para se juntar e brincar, não perdendo as poses para as fotos. E como tudo são processos de aprendizagens, das conquistas através de situações significativas, logo nossa tenda se transformou em outras possibilidades para o brincar: esconder, deitar, dançar e muito mais.
No agrupamento "B" não é diferente, as crianças estão nesta etapa de descoberta, do estabelecimento das amizades infantis e diante do interesse da turminha, organizamos por um momento, um cantinho para brincar. As crianças se "acotovelaram" para se juntar e brincar, não perdendo as poses para as fotos. E como tudo são processos de aprendizagens, das conquistas através de situações significativas, logo nossa tenda se transformou em outras possibilidades para o brincar: esconder, deitar, dançar e muito mais.
Outro momento significativo também socializado
no facebook do CMEI:
Todo
dia é dia de "deitar e rolar" com as crianças do agrupamento B no
cotidiano do CMEI. Para nós, professora e auxiliares, vivenciar o brincar junto
é elemento determinante para as aprendizagens significativas. Mas tem dia que
entrar na brincadeira de forma profunda é o diferencial, as crianças adoraram o
momento de "descabelar" a professora Celma de
Sousa, riam da sua alegria e encantamento.
O
Direito ao Contato com a Natureza e
o Direito ao Movimento em Espaços Amplos
foi garantido no cotidiano das crianças, o uso do espaço externo em suas
diferentes possibilidades faz parte da rotina do agrupamento e da instituição
como preconiza o documento: Indicadores
de Qualidade da Ação Pedagógica na Educação Infantil no Município de Goiânia, principalmente
nos seguintes itens:
-
Nossa creche procura ter plantas e canteiros em espaços disponíveis;
-
Nossas crianças têm direito ao sol;
-
Nossas crianças têm oportunidade de brincar com areia, argila, pedrinhas,
gravetos e outros elementos da natureza;
-
Nossas crianças aprendem a observar, amar e preservar a natureza;
-
Nossas crianças têm direito de correr, pular e saltar em espaços amplos na
creche ou nas suas proximidades;
-
Nossos meninos e meninas têm oportunidade de jogar bola, inclusive futebol;
-
Nossos meninos e meninas desenvolvem sua força, agilidade e equilíbrio físico
em atividades realizadas em espaços amplos;
-
Nossos meninos e meninas, desde bem pequenos, podem brincar e explorar espaços
externos ao ar livre;
-
Os bebês têm oportunidade de explorar novos ambientes e interagir com outras
crianças e adultos.
Ainda sobre os
conhecimentos matemáticos nossas propostas envolvendo os jogos e outros
materiais oportunizaram às crianças serem desafiadas a avançarem em suas
dificuldades, principalmente nos encaixes, muitas passaram a conseguir
organizar os blocos, encaixar e empilhar, enquanto outros buscam o auxílio das
professoras ou dos colegas mais experientes. Em relação às professoras a
Proposta da Rede Municipal de Educação destaca que somos “um dos sujeitos com
os quais a criança se relaciona, um outro mais experiente que ocupa um lugar
social de destaque nas relações cotidianas no contexto educacional” (GOIÂNIA,
2014, p. 32).
Também
foram adquiridos outros materiais objetivando ampliar, diversificar e
complexificar as aprendizagens das crianças através das formas geométricas, de
imediato observamos o interesse de algumas crianças pelo novo material, por
suas cores vivas e as possibilidades no brincar. De acordo com a Proposta
Infâncias e Crianças em Cena: por uma política de educação infantil para Rede
Municipal de Educação de Goiânia, “em relação ao espaço e à forma, é importante
partir do princípio de que a criança vive o e no espaço e que sua representação
inicia-se por meio da exploração e não do ensino de conteúdos geométricos
propriamente ditos” (GOIÂNIA, 2014, p. 105).
E a forma geométrica que
mais chamou a atenção foi o triângulo, sendo que em outros objetos das
brincadeiras que contêm a mesma forma algumas crianças passaram a identifica-lo
e verbalizar seu nome, com certa dificuldade na pronuncia, totalmente dentro do
entendimento dentro dos processos que as crianças se encontram.
No
Direito à higiene e à saúde nas
aprendizagens de cuidar de si próprias e assumirem responsabilidades em relação
à sua higiene e saúde. Assim retomamos as orientações em relação higiene bucal
uma atividade cotidiana que envolve todas as crianças após as refeições
principais: almoço e jantar. Na rodinha de conversa destacamos a importância
desta ação tanto no CMEI quanto no espaço familiar, principalmente antes de
dormirem e ao acordarem. Explicamos que as escovas anteriores foram descartadas
por terem sido usadas por um período e por isso a troca e que naquele momento
todas eram da mesma cor, trabalhando a escrita do nome como forma de
identificar a escova de cada criança.
E
para finalizarmos os trabalhos do mês de agosto, ressaltando que nem todas as
propostas desenvolvidas foram elencadas neste registro, destacamos as propostas
desenvolvidas com o projeto de trabalho com a temática dos barulhos ao nosso
redor. Primeiramente nos reunimos para relembrarmos alguns sons ouvidos nas
literaturas em atividades anteriores e para apresentar outros que também
chamaram a atenção das crianças.
Para
ilustrar os sons que nos cercam apresentamos a literatura “os sons do
mundinho”, da escritora e ilustradora Ingrid B. Biesemeyer. A partir de algumas
ilustrações as crianças identificaram elementos presentes na história e
brincamos de imitar seus sons como: pássaros, animais da fazenda, veículos,
pessoas entre outros e enquanto possibilidade do corpo produzir sons.
E
com uso de um celular apresentamos a alguns registros dos “barulhos” que fazem
parte do nosso cotidiano, sendo alguns identificados pelas crianças,
principalmente pelas vivências oportunizadas e outros que geraram interesse em
identifica-los, dando continuidade ao projeto no decorrer do semestre.
Assim
encerramos o mês de agosto avaliando que as propostas desenvolvidas garantiram
às crianças o contato com situações significativas contribuindo nos seus
processos de aprendizagem e desenvolvimento, destacamos principalmente a ações
referentes à avaliação institucional na garantia dos direitos das crianças.
Referências
ARCE, Alessandra (org.) – O trabalho pedagógico com crianças até
três anos. Campinas, SP. Editora Alínea, 2014.
GOIÂNIA, Secretaria Municipal de
Educação. Crianças e Infâncias em Cena:
por uma Política de Educação Infantil para o Município de Goiânia. SME/GOIÂNIA,
2014.
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